Legadão na quarentena: BBB, lives e futebol internacional

Dono de uma das principais contas de humor também fala sobre posicionamento e critica a volta do Cariocão, assim como o babanão do Caio Ribeiro.

Carlos Alberto Jr

 

Estamos desde março em quarentena – se você fura a quarentena, pode fechar a matéria, seu ARROMBADO –, são quase quatro meses sem barzinhos, futebol, shows ou rolês por aí. Muitos passaram a trabalhar de pijama diariamente, estudar e até mesmo fazer festinhas virtuais, tudo na frente do PC e ou com o próprio celular. O dia todo.

Essa mudança drástica de rotina causada pela quarentena nos deixou cada vez mais dependentes de entretenimento na internet, tanto que até mesmo voltamos a nos importar com Big Brother Brasil (BBB). E o Legadão da Massa, dono de um dos perfis que mais movimentava a timeline do Twitter enquanto o programa estava no ar, conversou com o 10de10 e relevou algumas dos passatempos durante esse período.

BBB, Babu e mutirões

Assim como boa parte da população brasileira, o Legadão também não estava acompanhando o BBB desde o início, mas devido a quarentena e a falta de outras formas de entretenimento, decidiu assistir, sem muita pretensão o reality show. Ele mal sabia o quanto ia se envolver…

“Eu não estava acompanhando, aí chegou o Corona [vírus] e já sem futebol ou qualquer outro tipo de entretenimento, decidi acompanhar, e mesmo se não quisesse, meu público tava migrando pro BBB. Fui me afeiçoando pelo ator Babu [Santana] como muita gente e o Twitter acabou criando, naturalmente, uns vínculos de contas que estavam torcendo, acompanhando as provas e até as festas madrugada a dentro”, contou.

Acostumado a dormir só depois que os brothers já estivessem muito mamados na festa, o perfil do Legadão, além de engajado na torcida pelo Paizão (apelido carinhoso do Babu), também era uma fonte de entretenimento quase onipresente durante o programa.

Apesar do ator – hoje contrato pela própria Globo – não ter levado a bolada no reality, o Legadão não se arrependeu por toda essa jornada.

“É claro que fico triste pelo Babu não ter vencido o programa, mas ele já vem colhendo muitos frutos desde que saiu da casa, e isso me deixou bastante alegre. Afinal, de alguma forma, contribuí nos mutirões durante os diversos paredões que ele participou. Fora que foi muito divertido acompanhar o programa esse ano”, completou.

Lives

Sem futebol e após o fim do BBB, o Legadão se dedicou – mesmo! – em acompanhar as diversas lives que acontecem diariamente durante essa quarentena. O mesmo diz que até mesmo passou a ganhar patrocínio nesse trabalho que é muito mais um entretenimento para ele.

“Sou bastante eclético e fã de muitos artistas que hoje comento as lives. Então, essa minha forma de diversão pessoal passou a se misturar com trabalho, de maneira muito natural. E espero que muitas pessoas estejam aproveitando essas lives porque, como alguém que perdeu muito show por não morar em São Paulo (capital), agora posso assistir no conforto de casa”, ressalta.

Perguntado se nesse tempo livre ele anda consumindo nossas séries/filmes ou livros, o Legadão deixou claro que as lives estão consumindo tanto o tempo dele que agora ele só tem tempo para acompanhar futebol.

Futebol internacional e os arrombados do Rio

Apesar de ter sido criado na Copa do Mundo de 2014, ainda com o nome de Legado da Copa, o hoje Legadão da Massa (apelido inspirado no Wesley Safadão), nunca foi um perfil só de futebol, mas como fã do esporte ele sente falta de zoar os times brasileiros e agora vai ter que se contentar com os campeonatos europeus.

“Confesso que não acompanho muito o futebol europeu, mas agora, nesse atual cenário, é loucura querer voltar com o esporte no Brasil, então temos que nos contentar com os gringos. Fazer piada com o brasileiro torcedor do Arsenal, por exemplo, não é tão engraçado como brincar com um corinthiano ou flamenguista, mas é o que temos, por enquanto. Falando em Flamengo, isso não é zoeira, mas sim uma crítica ao absurdo forçar tanto com o retorno desse campeonato [Carioca] que até antes da pandemia o time nem se importava”, esbravejou.

Confuso se o entrevistado estava reclamando da volta do campeonato pelo nível técnico das partidas ou da irresponsabilidade sanitária, já puto com o assunto, ele respondeu: as duas coisas.

Aproveitei o embalo, também perguntei sobre as atitudes do arrombado do Caio Ribeiro em não querer misturar política com futebol.

“Isso é um recado tanto pra ele como pra todo mundo que tem voz, seja na TV, ou internet, como eu. Não se posicionar em determinados assuntos é ser conivente com injustiças. Não sou uma pessoa estudada em assuntos sociais e nem o perfil ideal para isso, existem muitos excelentes na timeline. Mas, por exemplo, não apoiar a greve dos entregadores de delivery, o governo federal, os governadores de Estados que flexibilizando a quarentena em um país que perdeu mais 60 mil vidas por conta dessa pandemia, é coisa inadmissível”, finalizou.

Depois que o sangue desceu e tomou um copo d’água, o Legadão preferiu finalizar a entrevista com o clima lá em cima dando seu TOP 3 lives que acompanhou e dicas para quem está moscando:

“Acho que as lives dos AMIGOS e do Roberto Carlos furam de uma importância que daqui há alguns anos isso ainda será lembrado. Fora isso, também tivemos a live que começou tudo: Gustavo Lima. O foda é que o cara encheu tanto o copo que acabou com a bebedeira dos músicos. Agora, pra finalizar, as lives que sempre rendem excelentes apresentações: Marília Mendonça, Turma do Pagode, Dennis DJ e [a dupla] Bruno & Marrone”.