Review | Círculo de Fogo: A Revolta

Pacific Rim: A Revolta abraça a galhofa com tudo que tem.

Bernardo Dabul

Círculo de Fogo: A Revolta teve uma grande jornada de desenvolvimento. Após o lançamento do original em 2013, foram cinco longos anos até a chegada do mais novo filme de robôs vs monstros (com bastante turbulência no caminho). Porém, agora finalmente temos a oportunidade de ver o resultado final e… não é tão ruim quanto muitos imaginavam!

A história começa 10 anos depois do primeiro filme, seguindo Jake Pentecost (John Boyega), filho de Stacker “Cancelando o Apocalipse” Pentecost. Jake definitivamente não seguiu os passos do seu pai, optando por viver em áreas destruídas, roubando peças de Jaegers (robôs gigantes) abandonados, para financiar sua vida de festas e álcool. Porém, sua vida mansa acaba quando ele é pego pela polícia e forçado a ajudar a treinar uma nova geração de pilotos de Jaeger.

Levando em consideração o filme em questão, é óbvio que coisas acontecem e no fim das contas temos mais Kaijus (monstros gigantes) aparecendo, causando destruição em massa, o que faz com que os Jaegers lutem contra eles. Pode ficar tranquilo que isto está garantido.

A questão de ‘A Revolta’ é que parece que diretor e roteiristas resolveram abraçar a galhofa de sua premissa com tudo. As lutas vão ficando cada vez mais absurdas, com cenas mais grandiosas e ideias mais loucas. No fim, só consegui me perguntar se alguma ideia ficou de fora.

Isso não é necessariamente ruim, só é preciso assistir o filme com expectativas ajustadas. Para aqueles que querem algo tipo drama iraniano, talvez seja melhor deixar ‘A Revolta’ de lado. Porém, se você é daqueles que curte ir no cinema só para desligar o cérebro e aproveitar o “absurdismo” na telona, então esse é o filme para você.

Mesmo não sendo o foco, as atuações são decentes o suficiente para carregar o longa. John Boyega é de longe a pessoa mais carismática do elenco, enquanto Cailee Spaeny também faz um ótimo trabalho como Amara Namani. Os dois apresentam uma ótima dinâmica quando estão em cena juntos.

Os efeitos visuais também são bons, porém o senso de escala visto no primeiro filme é um pouco perdido (talvez mais por culpa da direção do que qualquer outra coisa). Ainda assim, não deixa de ser divertido ver robôs gigantes puxarem chicotes elétricos e usarem metralhadoras em suas cinturas.

Última nota: “Círculo de Fogo: A Revolta” pegou uma das melhores músicas tema da atualidade e conseguiu tornar pior. Isso deveria ser um crime.

Divulgação

Círculo de Fogo: A Revolta

'Círculo de Fogo: A Revolta' é um daqueles filmes que você precisa simplesmente abraçar a galhofa e se divertir com o puro absurdo que acontece em cena. Esperar qualquer coisa além disso é pedir pra sair decepcionado. Não chega ao mesmo nível do seu antecessor, mas ainda é um longa bem divertido.

  • John Boyega e seu carisma
  • Cada ideia mais absurda que a outra
  • O filme abraça a galhofa
  • O filme abraça a galhofa
  • Alteraram a música tema
  • Nenhuma frase nível "cancelar o apocalipse"
Nota: 3/5