Review | Godzilla II: Rei dos Monstros

UFC dos Kaijus

Bernardo Dabul

Godzilla II: Rei dos Monstros é ambicioso. Além de continuar construindo um universo cinemático em cima de Godzilla (2014) e Kong: A Ilha da Caveira, o filme também inclui outros monstros como Mohtra, Rodan e King Ghidorah, sem contar o drama humano que avança a história com novos personagens. Muitos filmes teriam falhado miseravelmente em tentar fazer malabarismo com tantos elementos ao mesmo tempo, mas ‘Godzilla II’ consegue trazer uma história coesa, mesmo que haja tropeços no caminho.

Felizmente, nesse filme abandonamos o protagonista do último filme e agora seguimos a história pelos olhos de Mark Russel (Kyle Chandler). Mark era casado com Emma (Vera Farmiga), que é uma cientista que desenvolveu uma tecnologia capaz de despertar kaijus (monstros) espalhados pelo mundo. Porém, Emma e sua filha Maddison (Millie Bobby Brown) são raptadas por Tywin Lannister do Presente, Jonah Alan (Charles Dance). Jonah tem o objetivo de usar a tecnologia para acordar todos os kaijus e basicamente retirar a humanidade do topo da cadeia de poder do planeta. Felizmente, temos Godzilla para nos proteger dessas ameaças.

Mark, que antes tinha deixado a vida de estudar kaijus para trás, agora deve se aliar novamente a Monarch e encontrar Jonah, Emma e Maddison antes que o mundo seja aniquilado.

Acho seguro assumir que o maior atrativo desse filme é a porradaria de monstros. Sendo assim, fico feliz em informar que elas definitivamente não decepcionam. Todas as batalhas são grandiosas, épicas e com um senso de peso condizente com o tamanho gargântuo dessas criaturas. O triste é que a ação com monstros é um tanto escassa. Filmes como Pacific Rim já mostraram que é possível fazer filmes de monstruosidades lutando quase o tempo todo sem cansar a platéia, mas novamente ‘Godzilla II’ escolhe dar um foco maior nos humanos. No fim, acho que o filme novamente acaba se esquecendo o real atrativo dele, optando ficar forçando uma história aleatória no lugar de mais porradaria e bafos atômicos.

O calibre das atuações nesse filme estão bem melhores que no anterior. Millie Bobby Brown especialmente mostra que ela tem uma capacidade de atuação incrível, me deixando sedento por um filme onde ela seja a protagonista e possa realmente mostrar toda sua habilidade. O resto do elenco não chega nem perto do mesmo nível, mas fazem atuações melhores e mais convincentes.

No fim das contas, os reais astros do filme são os monstros e fico feliz em informar que todos eles estão especialmente espetaculares. Godzilla continua igual ao filme anterior, que já estava ótimo, enquanto Rodan e King Ghidorah são criaturas imensas e intimidadoras. Talvez a maior surpresa seja Mothra, que apesar do seu poder destrutivo, acaba sendo um monstro bem bonito.

Divulgação

Godzilla II: Rei dos Monstros

Godzilla II: Rei dos Monstros é um filme melhor em relação ao primeiro, mas é frustrante como ele ainda tropeça nos mesmos buracos de antes. Ainda assim, para um filme tão ambicioso, ainda é bem feito e divertido de se assistir!

  • Porradaria dos monstros
  • Kaijus são muito bem feitos, com Mothra se destacando
  • Millie Bobby Brown dá um show
  • Foco no drama humano
  • Poucas lutas de monstros
Nota: 3/5