Review | Tomb Raider: A Origem

Tomb Raider: A Origem não é fantástico, mas consegue escapar a maldição dos filmes baseados em games!

Bernardo Dabul

Filmes baseados em games sempre tiveram um histórico fraco. Para cada um minimamente decente (Príncipe da Pérsia, Terror em Silent Hill e até a versão da Angelina Jolie de Lara Croft: Tomb Raider), existe uma lista interminável de outros horríveis (Super Mario Bros., Assassin’s Creed, Hitman: Agente 47, etc.). Assim, quando surgiu a notícia da existência de Tomb Raider: A Origem, baseado no reboot homônimo, já fiquei um pouco tenso.

(Para contexto: embora eu goste muito dos reboots de Tomb Raider, eles são jogos particularmente fracos quando se trata da história. Seu grande forte é o gameplay, mas como isso não se traduz na telona, foi difícil ficar otimista ao ouvir a notícia.)

Porém, fico feliz em informar que o filme é bem divertido, embora não seja nada espetacular. De longe, seu maior atrativo para os fãs é como segue, quase que passo a passo, a história do primeiro reboot do jogo, porém trabalhado para tornar-se mais ágil e conciso.

A trama começa mostrando Lara (Alicia Vikander) 7 anos após a morte do seu pai, dono de uma empresa milionária. Apesar disso, ela optou por não receber sua herança e gastar seus dias trabalhando como uma entregadora e treinando artes marciais. Porém, tudo isto muda quando Lara recebe um artefato antigo do seu falecido pai, que resulta na descoberta de pesquisas que ele fazia a respeito de uma ilha secreta.

Lara então faz o possível e o impossível para conseguir chegar nessa ilha, descobrir seus segredos e aprender o que realmente aconteceu com seu pai, tudo isso enquanto tenta fugir do elusivo grupo de vilões chamado “Trinity”.

De longe a melhor parte é a atuação de Vikander. A atriz incorpora totalmente a personagem, desde seu físico (está consideravelmente malhada para o papel), como também sua personalidade. Corajosa, determinada, extremamente inteligente e sempre carismática, essa versão da personagem é uma representação fiel ao material de origem.

O resto do elenco, infelizmente, nunca tem uma oportunidade para realmente brilhar. O filme concentra tanto em Lara e suas aventuras, que os demais personagens acabam ficando apagados em sua órbita.

Um dos maiores focos de ‘Tomb Raider’ é a ação. Embora demore um pouco para começarem de verdade (salvo uma cena com bicicletas no início), quando o filme engata, não para mais até o final. Todas as cenas são viscerais e o tempo todo submetendo Lara aos testes físicos mais pesados de sua vida. Infelizmente os quebra cabeças dos games não aparecem, optando-se por uma infusão maior de adrenalina do que trabalho de detetive.

Divulgação

Tomb Raider: A Origem

‘Tomb Raider: A Origem’ não é um ótimo filme, mas com certeza faz jus ao material de origem. Se você está em busca de um pipocão de ação para se divertir com amigos, esse certamente cumpre o papel!

  • Alicia Vikander como Lara Croft
  • Ação visceral e constante (quando engata)
  • Boa adaptação do reboot dos jogos
  • Demais personagens ficam apagados
  • Demora um pouco para engatar
Nota: 4/5