Cambriana

Para quem me conhece, sabe o quanto eu tenho de prazer em conhecer novas (e desconhecidas) bandas. Tanto gosto que, fica praticamente impossível amigos próximos não me zoarem, seja de hipster, seja de cult ou qualquer coisa do tipo. Como consequência disso, volta e meia fico dividido entre duas coisas: será que devo dividir essa banda nova com as pessoas?

Christian Kaisermann

Para quem me conhece, sabe o quanto eu tenho de prazer em conhecer novas (e desconhecidas) bandas. Tanto gosto que fica praticamente impossível amigos próximos não me zoarem, seja de hipster, seja de cult ou qualquer coisa do tipo. Como consequência disso, volta e meia fico dividido entre duas coisas: será que devo dividir essa banda nova com as pessoas? Seriam os ouvidos delas dignos de ouvir essa descoberta minha? Ou será que devo mantê-la para mim, naquele egoísmo musical irracional que muitos tem? Lutando contra esse ciúme todo, apresento-lhes a banda Cambriana.

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Em 2010, Luis Calil iniciou sozinho, em seu quarto, um projeto que viria a se tornar, assim como a era que inspiraria o nome do futuro grupo, uma explosão de vida e diversificação de organismos, sons e histórias. A partir de 2011, a banda começou a tomar forma com a entrada de novos integrantes.

Pulando para 2012, o grupo lançou seu primeiro EP Afraid Of Blood. O que acabou sendo apenas um provocativo para o seu primeiro álbum, House Of Tolerance, que viria a ser lançado alguns dias depois. Iniciado por Vegas, o estranhamento do desconhecido é rapidamente substituido por um arranjo de harmonias bem trabalhadas e com um toque de certo psicodelismo.

Apesar de manter um ritmo melódico e do teor de amargura que as letras carregam durante praticamente todas as músicas do álbum, a harmonia de Cambriana provoca uma sensação de curiosidade, que faz com que você percorra por toda a aventura, que é ouvir este álbum, repetidamente.

Com influências de Grizzly Bear á Radiohead, englobando episódios de Arcade Fire, Phoenix e até mesmo Death Cab For Cutie, a banda conseguiu criar um som de identidade própria.

O último trabalho da banda, o EP Worker, não só manteve a melancólica e ritmada identidade musical do grupo, como também conseguiu surpreender ainda mais, misturando elementos dos mais variados gêneros (jazz <3) em uma mistura de incríveis sensações.

Ah sim, já comentei que a banda é brasileira? Sim, pois é, lá de Goiânia – GO. Já deu com esse preconceito de música nacional né hehe? De qualquer modo, a minha real vontade é de colocar todas as músicas neste post, pois é impossível selecionar apenas algumas. Sugiro, de coração, buscarem um pouco mais sobre a banda (nos links abaixo) e ouvirem até não cansarem mais.

A banda disponibiliza todos os EPs e álbuns de graça no bandcamp deles e você consegue ver os clipes oficiais no canal do youtube dela. Também podem seguir eles no Facebook e no twitter.

Antes de terminar, vou parar de mentir e contar pra vocês o real motivo desse post: EU QUERO UM SHOW DESSA BANDA E PRA ISSO OCORRER TEM QUE TER PESSOAS A ESCUTANDO. ENTÃO SE AFUNDA COMIGO NO JAZZ QUE TEM EM CHOOSE YOU E VAMO ENCHER O SACO DELES NO TWITTER PARA VIREM PARA O RIO E AFINS <3 

Por último, um agradecimento á minha amiga Pati Romano que me apresentou essa banda maravilhosa em 2012.

E toma aqui uma música bônus pra colaborar com seu novo futuro vício:

(Post original em: http://girlsonroad.com/musica/indiescovery-cambriana)