Minha retrospectiva cinematográfica de 2016!

365 dias e 158 filmes depois, está no ar a retrospectiva de literalmente tudo que assisti em 2016!

Matheus Esperon

2016 foi o 3º ano seguido em que anotei literalmente todos os filmes que assisti, seja em casa ou no cinema, lançamentos ou antigos. Em 2014 anotei numa planilha do Excel. Em 2015 conheci o incrível Letterboxd (uma opção muito mais user friendly e bonitinha que o horrível Filmow) e desde então catalogo tudo lá, com o dia em que vi o filme e qual minha nota para ele.

É uma experiência muito legal por dois motivos. Costumo ver tantos filmes e tenho uma memória tão ruim que acabo esquecendo se gostei ou não de diversos títulos (isso sem falar nos vários que eu esquecia completamente de ter assistido).

Além disso, é sempre bacana rever tudo que anotei para fazer um balanço cinematográfico no fim de cada ano. Quais foram os melhores, piores, esquecíveis, etc. Se você curte cinema, precisa fazer isso! Aproveita que 2017 acabou de começar, cria uma conta no Letterboxd e vamos nessa. :)

Aqui vai a minha retrospectiva de 2016!

E, por favor, não seja essa menina em 2017.

Em 2016, assisti a 158 filmes (contando lançamentos do ano e filmes antigos).

Foram 15 com nota 5/5;
14 com nota 4.5/5;
34 com nota 4/5;
37 com nota 3.5/5;
25 com nota 3/5;
5 com nota 2.5/5;
15 com nota 2/5;
2 com nota 1.5/5 e
11 com nota 1/5.

Então, sendo bem binário (como um sith!), foram 125 filmes bons (3 à 5) e 33 ruins (1 à 2.5).

Saldo bem positivo!

Desse total de 158 filmes, 72 foram lançamentos de 2016.

9 com nota 5/5;
4 com nota 4.5/5;
13 com nota 4/5;
19 com nota 3.5/5;
11 com nota 3/5;
2 com nota 2.5/5;
9 com nota 2/5 e
5 com nota 1/5.

Novamente encarnando um sith, foram 56 filmes bons (3 à 5) e 16 filmes ruins (1 à 2.5).

Saldo positivo! 2016 foi um bom ano!

A decepção de 2016

Rua Cloverfield, 10. O filme sobre uma mulher que acorda depois de um acidente dentro de um bunker nuclear e precisa decidir se acredita ou não no discurso apocalíptico de seu raptor poderia ser um clássico moderno… Se não fossem pelos 15 minutos finais nos quais o roteiro vai ladeira abaixo e se transforma num filme B dos anos 80.

O filme é a maior decepção de 2016 não pelo hype prévio (por mais que eu tenha sentado no cinema super animado) mas pela própria produção ter nadado tão bem para morrer na praia. Você pode ler mais sobre o que achei do filme no meu review.

Menções [des]honrosas: Ave, César!; Keanu; Bo Burnham: Make Happy; Animais Noturnos; Quando as Luzes se Apagam.

A surpresa de 2016

Capitão Fantástico. Um filme que fui assistir praticamente sem expectativas no Festival do Rio se tornou um dos melhores de 2016. A trama sobre uma (enorme) família que vive isolada na floresta e precisa confrontar a civilização tem atuações fantásticas (especialmente de Viggo Mortensen e George MacKay), mensagens incríveis (abaixo o capitalismo!) e sentimentos para dar e vender.

Menções honrosas: Cegonhas; Os Garotos nas Árvores; ARQ; Caça-Fantasmas; Águas Rasas; Aquarius; O Homem nas Trevas; Sing Street; Kung Fu Panda 3; How to Let Go of the World and Love All the Things Climate Can’t Change.

Troféu Regina Cagarras de piores de 2016


#3 Irmão de Espião (Grimsby). Sacha Baron Cohen (‘Borat’) é um cara talentoso que consegue dar umas escorregadas nível Videocassetadas do Faustão. No seu retorno ao “humor” pastelão e sem noção, ele de alguma forma conseguiu arrastar o excelente Mark Strong para uma comédia sobre um Zé Bosta que descobre ter um agente secreto como irmão. O filme conseguiu ser o único de 2016 que eu não aguentei ver até o fim de tão ruim e vergonha alheia que é.

#2 A Lenda de Tarzan. Uma nova produção baseada num conto que não tem mais espaço no mundo de hoje – a fábula do homem branco que vai para a África e se torna o rei dos animais e dos nativos. Alexander Skarsgård entrega um Tarzan completamente sem carisma que mais parece um boneco de cera bombado.

Samuel L. Jackson, Margot Robbie e Christoph Waltz num automático de doer, com o pobre Djimon Hounsou sendo o único que manda bem. Sem falar nos efeitos toscos e no roteiro péssimo resultando num filme que parece não acabar nunca.

#1 Esquadrão Suicida. Pense num filme que tem de tudo (de ruim). Roteiro furado, péssimas atuações, desenvolvimento de personagens forçado ou nulo, inconsistências dentro do próprio universo, objetificação, problemas causados pelos próprios personagens… A lista é longa. Você pode escutar o 10deCast sobre a produção para saber mais. ‘Esquadrão Suicida’ leva com folga o Troféu Regina Cagarras de Pior Filme de 2016.

Os melhores de 2016

#3 A 13ª Emenda. O documentário original da Netflix dirigido por Ava DuVernay (‘Selma’) começa abordando o sistema carcerário estadunidense mas logo transborda para o tema geral de racismo no país – com muitos paralelos que podem ser traçados para o Brasil. O melhor documentário de 2016 é um soco no estômago (principalmente o compilado final de cenas reais).

#2 A Chegada. O filme escolhido como melhor do ano pelo 10de10 é aquela ficção científica lenta, pés descalços, sci-fi moleque, muito mais focado na ciência do que na ficção mesmo. Ou seja, poucas explosões e muitos diálogos super bem escritos e interpretados pelo excelente elenco. Você também pode ler o review do Mei (que eu assino embaixo).

#1 Swiss Army Man. A existência de um filme sobre um náufrago (o sempre ótimo Paul Dano) que usa o cadáver mágico do Harry Potter para retornar à civilização só pode ser descrita como um verdadeiro milagre cinematográfico. Roteiro nonsense, super engraçado, criativo, cheio de coração e com mensagens incríveis. ‘Swiss Army Man’ definitivamente é o melhor filme de 2016.

E é isso! Vou colocar aqui embaixo prints de todos os filmes que assisti em 2016 (com suas respectivas notas e em ordem de “assistida”). Quais foram os seus destaques do ano passado? Comenta aí embaixo, me conta no Twitter ou manda um email pra [email protected] para lermos no podcast! ;)